4 de mai de 2015

Austeridade de Alckmin não dá manchete


Altamiro Borges, Blog do Miro

"Na quarta-feira passada (29), na Assembleia Legislativa de São Paulo, deputados de oposição lançaram a Frente Parlamentar em Defesa da Cultura, que visa lutar contra os cortes nas verbas para o setor promovidos pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB). Em sua drástica política de austeridade fiscal, o governo tucano poderá reduzir em até R$ 100 milhões a já minguada receita para a cultura do Estado. Atualmente, o orçamento do setor é de R$ 946 milhões, inferior ao da Assembleia Legislativa (R$ 990 milhões). A fatia da Cultura corresponde a 0,46% do Orçamento geral do Estado em 2015 – de R$ 204 bilhões. A política de arrocho, porém, não é destaque na mídia chapa-branca, que segue com a sua linha editorial de blindagem ao “picolé de chuchu”.

3 de mai de 2015

Ministro da Educação defende professores do Paraná


Miguel do Rosári0, Tijolaço 

Pode parecer pouca coisa, mas diante da brutalidade com que os professores paranaenses foram tratados pelo governo do estado, acho importante registramos toda crítica a essa violência. 

Vindo do Ministro da Educação, é mais importante ainda.

Não se pode bater em quem ensina os nossos filhos, diz Janine

O ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, criticou a reação da Polícia Militar do Paraná ao protesto de professores da rede estadual em greve
Do Portal Vermelho – O ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro criticou a reação da Polícia Militar do Paraná ao protesto de professores da rede estadual em greve, ocorrido na quinta-feira (30).

2 de mai de 2015

Massacre no PR: “Domínio do Fato” existe para crimes como o de Beto Richa

Eduardo Guimarães, Blog da Cidadania

"No mesmo dia em que o governo do Paraná autorizou a Polícia Militar do Estado a fazer o que já ficou conhecido como “Massacre do Centro Cívico de Curitiba”, ou seja, agredir física e moralmente professores que protestavam diante da Assembleia Legislativa do Estado, o Ministério Público do Paraná anunciou que irá “investigar” aquela barbárie.
Veja, abaixo, as notas emitidas pelo MP-PR

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MPPR
29/04/2015 18:20


O procurador-geral de Justiça, Gilberto Giacoia, determinou a instauração de procedimento destinado a apurar responsabilidades por eventual excesso na repressão das manifestações públicas ocorridas nesta quarta-feira (29), nas imediações da Assembleia Legislativa do Paraná. O MP-PR já havia expedido Recomendação ao Governo do Estado, à Secretaria de Segurança Pública e ao Comando-Geral da Polícia Militar no sentido de que a intervenção policial se limitasse a garantir a segurança dos manifestantes, excetuada a contenção de eventuais infrações penais. 

1 de mai de 2015

Dilma anuncia apoio à luta contra terceirização da atividade-fim


Da RBA

"A presidenta Dilma Rousseff declarou hoje (30), em reunião com sindicalistas, apoio formal do Executivo para que a terceirização não seja regulamentada na atividade-fim, conforme prevê o Projeto de Lei 4.330, aprovado na Câmara dos Deputados no último dia 22, e em tramitação no Senado. No encontro, que teve a participação de oito ministros, a presidenta comprometeu-se também a aprofundar o diálogo com os dirigentes sindicais e anunciou a criação de um fórum multissetorial, de caráter quadripartite, para discutir questões trabalhistas e previdenciárias.

Segundo Dilma, as conquistas históricas dos trabalhadores brasileiros devem ser preservadas. "Em março de 2015 nós enviamos para o congresso a política de valorização do salário mínimo para o período de 2015-2019. Eu acho fundamental que nós possamos garantir por lei até 2019, garantir o aumento do poder de compra do salário. Eu queria lembrar que, nos últimos quatro anos, por conta da política de salário mínimo que nós adotamos em 2011, nós tivemos um aumento do salário, acima da inflação, de 14,88%”.

30 de abr de 2015

Richa, o valentão, supera Álvaro Dias como espancador de professores. Triste Paraná…


Fernando Brito, Tijolaço 

"O jornal Gazeta do Povo, do Paraná, traz uma triste comparação, feita pelo cientista político Luís Domingos Costa.

A maior agressão contra professores daquele estado era a de 1988, quando o hoje senador Álvaro Dias, mandou a polícia contra a categoria: naquela ocasião, foram registrados apenas 10 feridos e cinco pessoas presas.

Hoje, Beto Richa passou muito à frente de seu colega tucano.

Há dez presos e colossais 150 feridos depois da selvageria de hoje à tarde, para garantir, manu militari, autorização para socorrer o caixa do Governo com os recursos da previdência paranaense.

29 de abr de 2015

Paulinho tenta mostrar força ao STF, que o julga por falsidade e estelionato

Paulo Pereira da Silva, em atuação parlamentar em parceria com Eduardo Cunha para aprovar PL da Terceirização
"Deputado 'raivoso', que chegou a dizer que Dilma deveria estar na prisão, depois de apoiá-la em 2010, pode não ser uma pessoa exatamente indicada para tratar de ética e moralidade

Helena Sthephanowitz, Rede Brasil Atual 

O presidente nacional do Solidariedade e deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, que recentemente declarou também que "Vivemos uma crise moral e ética sem precedentes", está sendo julgado a partir de hoje (28) pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por falsificação de documento particular, falsidade ideológica e estelionato. Seu caso está na pauta da Primeira Turma. Se Paulinho for condenado, sua pena pode chegar a 15 anos de prisão.

O caso, que estava engavetado pela lentidão da Justiça, remonta a 2006, quando o juiz federal João Eduardo Consolim, da 1ª Vara Federal de Ourinhos (SP), aceitou os argumentos da Procuradoria da República, que denunciou Paulinho e os outros 11 réus de superfaturar em 77% a compra da Fazenda Ceres, em Piraju (região sudoeste do estado), para a implementação de um projeto de reforma agrária. Em 2001, o governo federal investiu R$ 2,8 milhões no assentamento de 72 famílias ligadas à Força da Terra, o braço rural da Força Sindical, central presidida por Paulinho à época. Hoje ele é presidente licenciado.

27 de abr de 2015

Carlos Sampaio, o pitbull tucano do impeachment, é Lassie

Carlos Sampaio
Kiko Nogueira, DCM

O deputado Carlos Sampaio, líder do PSDB na Câmara, transformou-se na grande esperança branca de alguns para tirar a “frouxidão” (esse o termo usado por um colunista burro) do partido.

Sampaio, promotor cuja carreira foi construída em Campinas, seria merecidamente esquecido não fosse pelo apetite em acionar a Justiça e pelo histrionismo. Sua participação na CPI da Petrobras, como um torquemada de fancaria, faz sucesso entre os suspeitos de sempre, que enxergam nele um justiceiro.

É ele quem está levando adiante a chama do impeachment, abusando do clichê da “vontade das ruas”. Na semana passada, pagou um mico federal. Na manhã do dia 24, falou o seguinte: “Se depender da bancada do PSDB, protocolamos este pedido [de impeachment] entre terça e quarta-feira”.

26 de abr de 2015

Adalberto, da UERJ: a única bandeira do Aécio é o impeachment


Miguel do Rosário, Tijolaço 

Excelente entrevista da Folha com o professor Adalberto Cardoso, diretor do Iesp, um dos mais valorizados institutos de pesquisa em ciência política do país, ligado à UERJ.

A entrevista prova uma tese: existe uma profunda inteligência nas academias, que o governo e o PT não aproveitam, não incorporam à formulação de suas estratégias políticas.

Esta inteligência, antes de Lula, ou mesmo no início do governo Lula, era arredia à política, por causa do estranhamento contra um não-intelectual ocupar a presidência. Não há mais. Lula foi incorporado pelas esquerdas. As academias hoje tem uma visão muito mais madura e pragmática do processo político.

25 de abr de 2015

Por que a Petrobras sobe tanto (exceto nos jornais, claro)?


Fernando Brito, Tijolaço 

"Sem que isso renda, claro, algum tipo de manchete, segue acima de qualquer expectativa a valorização das ações da Petrobras.

No momento em que escrevo, passa de US$ 10 o valor da ADR da empresa em Nova York e a ação ordinária toca os R$ 15 na Bovespa.

Há pouco mais de um mês estes valores eram pouco mais da metade.

Há razões objetivas, – aliás, válidas para a Vale, também – essencialmente a elevação do preço do petróleo (como a do minério de ferro) e razões subjetivas.

Veja!

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