22/11/2014

Mega-ladrão da Petrobras é “de carreira” e rouba desde 96, na era FHC


Fernando Brito, Tijolaço  

"Segundo “O Globo”, o maior dos corruptos até agora descobertos na Operação Lava-Jato – ao menos em volume de dinheiro desviado – o senhor Pedro Barusco, confessou que rouba a petroleira há 18 anos.
1996, portanto, período do “império ético” de Fernando Henrique Cardoso.
Barusco nega que roubasse para partidos políticos: roubava para si mesmo, muito obrigado.

Das duas uma: ou mente ou diz a verdade.

Se diz a verdade, é um caso policial, apenas e algo para questionar as regras de controle interno da Petrobras , de há quase 20 anos.

Se mente e roubava para esquemas políticos é o caso de perguntar se é crível que roubasse para o PT em 96,97,98,99, 2000,2001 e 2002.

21/11/2014

Ex-Itaú, Freitas arrecadou para Aécio em empreiteiras


"Em depoimento à Justiça Federal, o empresário Ricardo Pessoa, dono da UTC Engenharia, afirmou que, nesta campanha, foi procurado pelos tesoureiros do PT, João Vaccari, mas também do PSDB; entre os tucanos, segundo ele, o arrecadador seria "Dr. Freitas"; trata-se de Sérgio de Silva Freitas, executivo egresso do banco Itaú, que arrecadou para José Serra, em 2010, e, neste ano, para a campanha presidencial de Aécio Neves, embora não tenha sido apontado como tesoureiro oficial do partido; "Era um grupo de pessoas que fazia isso para o partido. Normalmente. Assim como foi feito com todos os doadores", disse. "Todos ligados ao partido, todo mundo se esforçou por isso, eu sou um de muitos", disse "Dr. Freitas"; da empreiteira, o PSDB recebeu R$ 7 milhões

Brasil 247

A Operação Lava Jato jogou luzes sobre o personagem que arrecadava recursos para o PSDB, na campanha presidencial de 2014, do senador Aécio Neves (PSDB-MG), junto a grandes empreiteiras.
 
Trata-se de Sérgio de Silva Freitas, executivo egresso do banco Itaú. Seu nome apareceu no depoimento de Ricardo Pessoa, dono da construtora UTC, à Justiça Federal.

20/11/2014

Acabou a cota do volume morto do Alto Tietê. E agora, Alckmin?


Sergio Reis, GGN

"Enquanto a imprensa paulista, unanimemente, dedica-se a apresentar, diariamente, os níveis de quedas do Sistema Cantareira, o Alto Tietê agoniza. Obviamente, faria sentido que a mídia desse algum grau de prioridade ao Cantareira, já que o sistema é responsável por praticamente metade de toda a vazão de abastecimento para a região metropolitana de São Paulo. A falta de atenção dada ao Alto Tietê, contudo, é inexplicável. Por ser o segundo maior sistema de toda a região – tanto em termos de volume armazenável como de vazão de atendimento – seria natural que também fosse abordado intensamente pelos meios de comunicação. Não é o que ocorre, contudo.

Por sinal, o ensurdecedor silêncio faz lembrar a crise hídrica de 2003, quando a Folha de São Paulo apresentou documentos que atestavam a estratégia de encobertamento da crise do Cantareira por parte da SABESP a partir da recomendação, à assessoria de imprensa do órgão, para que focasse os anúncios a respeito do pequeno sistema Alto Cotia, em detrimento dos demais, consideravelmente maiores. Abordei essa questão em um artigo que reconstitui os últimos 20 anos do ponto de vista da crise hídrica em São Paulo. Parece que o Governo está adotando a mesma lógica desta vez, agora para deixar de evidenciar o cenário mais grave de todos.

19/11/2014

Antiantipetismo


Rafael Mantovani, Pragmatismo Político

"Em 1984, o antropólogo Clifford Geertz escreveu o texto Anti anti-relativismo, com o propósito de criticar os críticos do relativismo. Geertz notou a má formulação do conceito de “relativismo” por parte dos seus adversários para atacá-lo, devido ao medo que tinham (e têm) da diversidade que havia (e há) lá fora. O ataque era resultado do desejo de uma espécie de retorno a uma moral transcendente que pudesse dizer o que é certo e o que é errado. Esses críticos do relativismo diziam que os relativistas defendiam uma ideia ao estilo “tudo pode”. Geertz, então, esclareceu que os chamados relativistas só queriam que os antropólogos se preocupassem com o “provincianismo”, dizendo que não deveriam ser provincianos, não deveriam fazer uma análise do outro pautada nos valores próprios, ou seja, provindos da própria sociedade do investigador. Se caso fosse para julgar a outra sociedade, não haveria motivo para existir antropologia.

18/11/2014

PSDB tem novo nome na Justiça: "mais alguns"


"Ao reportar o depoimento de Ildefonso Filho, presidente da empreiteira Queiroz Galvão, à Justiça Federal, o jornal Estado de S. Paulo informa que a construtora fez doações ao PT, PMDB, PP e "mais alguns"; embora exista certo interesse em confinar o escândalo aos partidos da base aliada, Ildefonso Filho foi quem negociou o pagamento de US$ 10 milhões ao ex-presidente nacional do PSDB, Sergio Guerra, para que uma CPI sobre a Petrobras fosse colocada em fogo brando; então, fica combinado: PSDB, a partir de agora, se chama "mais alguns"; detalhe: o empreiteiro não foi questionado sobre o pagamento a Sergio Guerra

Brasil 247

Uma reportagem do jornal Estado de S. Paulo sobre o depoimento de Ildefonso Filho, presidente da Queiroz Galvão, à Justiça Federal, informa que a construtora fez doações a "PT, PMDB, PP e mais alguns" (leia aqui).
"Mais alguns" é a nova nomenclatura para o principal partido de oposição: o PSDB. Foi o mesmo executivo, Ildefonso Filho, quem, segundo o doleiro Alberto Youssef, pagou uma propina de US$ 10 milhões a Sergio Guerra, ex-presidente nacional do PSDB, para que uma CPI sobre a Petrobras fosse colocada em fogo brando no Congresso Nacional (leia aqui reportagem do Diário do Poder a respeito).

Em seu depoimento, Ildefonso Filho foi questionado sobre o critério para as contribuições. “O primeiro critério era o limite, sempre aquém do permitido. A gente dava para aqueles partidos que mais se caracterizam com as características da empresa, ligados ao crescimento da infraestrutura.”

Confira aqui a íntegra do seu depoimento, em que ele não foi questionado sobre o pagamento de US$ 10 milhões a Sergio Guerra."

17/11/2014

"Advogado de Youssef operava para o PSDB"


"A entrevista de Rodrigo Janot tem um trecho importantíssimo; segundo ele, o advogado Antonio Figueiredo Basto, que defende o doleiro Alberto Youssef, operava para o PSDB paranaense e tentou interferir no processo eleitoral, com vazamentos seletivos; "O advogado do Alberto Youssef operava para o PSDB do Paraná, foi indicado pelo Beto Richa para a coisa de saneamento, tinha vinculação com partido", disse Janot; "O advogado começou a vazar coisa seletivamente. Eu alertei que isso deveria parar, porque a cláusula contratual diz que nem o Youssef nem o advogado podem falar. Se isso seguisse, eu não teria compromisso de homologar a delação"

Brasil 247

A entrevista de Rodrigo Janot, procurador-geral da República, ao jornalista Severino Mota (leia aqui), tem um trecho importantíssimo. Segundo ele, houve uma tentativa indevida de interferência na sucessão presidencial deste ano, por parte do advogado Antonio Figueiredo Basto, que defende o doleiro Alberto Youssef e foi indicado pelo governador tucano Beto Richa para o conselho da Sanepar, a empresa paranaense de saneamento.
 
"Estava visível que queriam interferir no processo eleitoral", disse Janot. "O advogado do Alberto Youssef operava para o PSDB do Paraná, foi indicado pelo Beto Richa para a coisa de saneamento, tinha vinculação com partido."

O resultado dessa vinculação foi a profusão de vazamentos seletivos, que visavam atingir a campanha presidencial de Dilma Rousseff. "O advogado começou a vazar coisa seletivamente. Eu alertei que isso deveria parar, porque a cláusula contratual diz que nem o Youssef nem o advogado podem falar", disse Janot. "Se isso seguisse, eu não teria compromisso de homologar a delação."

16/11/2014

Procuradores da Lava Jato dizem que esquema começou no governo FHC


Miguel do Rosário, Tijolaço  

"A mídia vai tentar esconder isso, mas não será possível.

Os procuradores que respondem pela Operação Lava Jato afirmaram ontem, em coletivas de imprensa, que o esquema de cartel das empreiteiras em obras da Petrobrás teve início antes da chegada dos diretores Paulo Roberto Costa e Renato de Souza Duque.

Aliás, sempre é bom lembrar que Costa e Duque estavam na Petrobrás desde os anos 70, e que assumiram cargos de responsabilidade bem antes da eleição de Lula.

Voltando aos procuradores, eles afirmaram que o esquema dura há, no mínimo, 15 anos, ou seja, desde 1999, bem antes de Lula.

15/11/2014

Trabalho infantil no Nordeste cai 57,3% nos últimos dez anos

Trabalho infantil diminui 57,3% no Nordeste entre 2004 e 2013
"Número de crianças e adolescentes de 5 a 15 anos em situação de trabalho infantil no Nordeste caiu 57,3% entre 2004 e 2013


O Nordeste registrou queda de 57,3% no número de crianças e adolescentes de 5 a 15 anos em situação de trabalho infantil, entre 2004 e 2013, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2013. O estudo também mostrou a redução de 49,8% no trabalho de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos, no mesmo período.

Para ampliar esforços no combate ao trabalho infantil, gestores municipais e estaduais do Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte participam esta quinta (13) e sexta-feira (14) do Encontro Intersetorial das Ações Estratégicas do Peti – Região Nordeste I, em São Luís (MA).

14/11/2014

Alô, turma da “liberdade”: Austrália também botou para correr Julien Blanc

Fernando Brito, Tijolaço  

"Se os arautos da “liberdade de ser estuprador” quiserem chamar de “bolivarianista” a potencial decisão do Governo Brasileiro de não conceder visto ao “marketing-maníaco” Julien Blanc  para vir ao Brasil, um pequeno aviso:

O reino da Commonwealth da Austrália acaba de botar para correr de lá o espertinho que consegue fama fazendo “workshops” sobre como obrigar  à força uma mulher beijar ou fazer sexo oral.

O governo “comunista” do Japão, também.

13/11/2014

A polícia política do PSDB, este é o ensaio de ditadura que temos


Fernando Brito, Tijolaço  

Nos Estados Unidos, modelo de liberdade da direita brasileira, a esta hora, haveria um escândalo de dimensões incalculáveis.

Imaginem o The New York Times publicando que delegados do FBI envolvidos numa investigação sobre corrupção envolvendo ex-servidores públicos e parlamentares tornaram-se ativistas, nas redes sociais, de um partido político e de um candidato à Presidência?

Pois foi exatamente isso que aconteceu hoje, com a publicação do excelente trabalho da repórter Júlia Duailibi, no Estadão, que é claro, não agiu como faria o NYT e nem chamada de capa deu, colocando apenas em página interna.