3 de jul de 2015

A espantosa história do grampo na cela de Youssef


"Denuncia de agente da Polícia Federal de Curitiba atinge pedra fundamental das investigações da Lava Jato: depoimentos iniciais de doleiro e Paulo Roberto Costa podem ter sido obtidos com auxílio de escuta ilegal

Paulo Moreira Leite, Blog: Paulo Moreira Leite 

A CPI que apura a Operação Lava Jato ouviu um depoimento estarrecedor na tarde desta quinta-feira. Falando para os parlamentares reunidos numa sessão fechada, o agente da Polícia Federal Dalmey Fernando Werlang contou que:

a) no início do ano passado foi chamado por seus superiores, que determinaram que instalasse um grampo eletrônico numa cela da carceragem da Polícia Federal em Curitiba, reservada para abrigar um determinado prisioneiro;

2 de jul de 2015

Batochio denuncia curto-circuito no direito


'Ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, José Roberto Batochio critica o ‘festival de prisões arbitrárias, antecipatórias da final condenação, ao desprezo pelo instituto da presunção de inocência,’ em referência à condução da operação Lava Jato pelo juiz Sérgio Moro; ele faz cobrança para que o STF reconduza a justiça à legalidade

Brasil 247

O advogado José Roberto Batochio, que é ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil e defende o ex-ministro Antonio Palocci na Lava Jato, critica ‘magistrados justiceiros’ e o ‘fascismo no judiciário’. Em artigo, faz referência à condução da Lava Jato pelo juiz Sérgio Moro, critica o festival de prisões arbitrárias e faz cobrança para que o STF reconduza a justiça à legalidade

Leia o artigo abaixo:

Curto-circuito no Judiciário

"Toda vez que acende a luz do sr. Francisco Campos há um curto-circuito na democracia." (Rubem Braga)

Francisco Luís da Silva Campos (1891-1968) foi um brilhante jurista das Minas Gerais, o primeiro ministro de Estado da Educação, em 1930, e autor de leis que modernizaram o Direito no Brasil, como o primoroso Código Penal de 1940.

1 de jul de 2015

Vitória na maioridade prova que a “onda conservadora” pode ser derrotada


O texto abaixo foi escrito por Jean Wyllys no facebook

A tentativa demagógica e reacionária de Eduardo Cunha e sua “base aliada”— composta pelas bancadas do boi, da bíblia e da bala, o baixo clero dos partidos fisiologistas e corruptos e a ultra-direita — de usar o medo para reduzir a maioridade penal, por incrível que pareça, foi derrotada hoje no plenário.
Cunha perdeu.

Felizmente, a sensatez venceu o fascismo e seus discursos de ódio, aumento do estado penal, criminalização da pobreza e da juventude, militarização da sociedade e políticas de guerra.

30 de jun de 2015

Janio: poderes da Lava Jato não são absolutos


"Colunista Janio de Freitas questiona a condução do juiz Sérgio Moro e de procuradores da força-tarefa da Lava Jato, citando as críticas feitas à advogada da Odebrecht Dora Cavalcanti; “A atribuição que lhe foi feita é excessivamente exorbitante e maldosa. Das tais que a Lava Jato não tem o direito legal e ético de fazer: é tempo de entender que os seus poderes não são absolutos”

Brasil 247

O colunista Janio de Freitas questiona diversas ações da Lava Jato. Ele cita a divulgação da delação de Ricardo Pessoa, da UTC, no dia em que a presidente Dilma Rousseff embarcava para a visita aos EUA.

Também menciona o caso da Odebrecht, “a ponto de uma publicidade explicativa da empresa, como fizeram outras empreiteiras, receber resposta especial e escrita do juiz da Lava Jato, honra negada às demais”.

Janio cita ainda as críticas de procuradores da força-tarefa da Lava Jato, feitas à advogada da Odebrecht Dora Cavalcanti:

“A atribuição que lhe foi feita é excessivamente exorbitante e maldosa. Das tais que a Lava Jato não tem o direito legal e ético de fazer: é tempo de entender que os seus poderes não são absolutos” (leia mais)."

29 de jun de 2015

A última novidade do golpe: vazamentos foram distorcidos


Miguel do Rosário, Tijolaço 

Nota publicada no Painel, da Folha:

“Ministros e coordenadores da última campanha de Dilma refutavam a acusação de que Pessoa foi pressionado a doar para a petista para não perder contratos”, diz uma das notas, reproduzindo a fala de um membro do QG eleitoral. “Quem está no governo nem precisa pressionar ninguém. O empresário doa porque tem perspectiva de se manter próximo”.

Acho que nem a jornalista percebeu a gravidade do que publicou.

28 de jun de 2015

Advogada da Odebrecht denuncia juiz-justiceiro


Miguel do Rosário, Tijolaço 

"Dora Cavalcanti, advogada de Marcelo Odebrecht, o mais recente empresário enviado para a Guantanamo de Moro, deu uma excelente entrevista ao Globo, que pode ser lida neste link.

Eu reproduzo um trecho, que considero uma denúncia gravíssima às fragilidades da delação premiada.

Na verdade, nem considero apenas uma denúncia: a advogada destrói completamente a credibilidade das delações, com uma lógica simples. Elas estão sendo montadas, ajustadas, corrigidas pelos delatores, ao longo de um processo, com a cumplicidade criminosa de procuradores.

27 de jun de 2015

Habeas Corpus para o Brasil

Urariano Mota, GGN

"As notícias da mais recente quinta-feira anunciaram que Lula havia pedido à justiça um habeas corpus preventivo para não ser preso na Operação Lava Jato, se o juiz federal Sergio Moro decidisse prendê-lo. Depois, corrigiram, porque não havia sido Lula, mas um esperto da reação que desejou ganhar um minuto de fama. Conseguiu.

Observem que o espertinho atuou no reino das possibilidades, cada vez mais próximas de uma concretização, porque os atos do juiz Moro se dirigem para a prisão da maior liderança popular do Brasil. Existe um ambiente, criado na mídia e na direita, para que se consiga a desmoralização do homem que levou nossa pátria ao respeito do mundo, e fez do governo brasileiro um companheiro ativo dos presidentes à esquerda na América Latina.

26 de jun de 2015

Ex-Casseta assume cargo no PSDB do Rio


"Em mudanças nas executivas, o ator Marcelo Madureira, ex-Casseta & Planeta, assumiu cargo no PSDB do Rio de Janeiro; assim como Maria Estela Kubitschek, filha de Juscelino; ex-militante do PCB, ele hoje se diz um ‘coxinha’ assumido; afirma que a esquerda contemporânea tem "formação política tabajara"

Brasil 247

O humorista Marcelo Madureira, ex-Casseta & Planeta, assumiu um cargo no PSDB do Rio de Janeiro. Nas mudanças, Maria Estela Kubitschek, filha de Juscelino também entrou na executiva.

Ex-militante do PCB, ele hoje se diz um ‘coxinha’ assumido. Em recente entrevista, ele afirmou que a esquerda contemporânea tem "formação política tabajara" e não tem senso de humor: “o que as pessoas querem é ser legais, parecer legais, querem ser do bem. Na minha época era mais fácil. A direita era o mal, a esquerda era o bem”.

Madureira também disse que é lamentável o papel da classe artística nesse contexto político: “É digno de pena. Em um momento como esse, os artistas completamente omissos. Cadê o Caetano Veloso, o Chico Buarque?” (leia aqui)."

25 de jun de 2015

Requião em Caracas: 'Não somos black blocs'


Nós não viemos aqui dar apoio político a grupos. Nós não somos black blocs para influir no processo eleitoral venezuelano. Nós viemos buscar informações e as declarações serão dadas na tribuna do Senado federal do país”, disse o Roberto Requião em chegada a Caracas, sobre a diferença com a missão capitaneada pelo tucano Aécio Neves, que foi barrada no aeroporto por manifestantes

Brasil 247

Ao aterrissar em Caracas na noite desta quarta-feira (24), com a segunda comitiva de senadores brasileiros, Roberto Requião estabeleceu a diferença com a missão capitaneada pelo tucano Aécio Neves:

“Nós não viemos aqui dar apoio político a grupos. Nós não somos black blocs para influir no processo eleitoral venezuelano. Nós viemos buscar informações e as declarações serão dadas na tribuna do Senado federal do país”, disse o peemedebista.

A primeira viagem dos parlamentares do Brasil se tornou um fiasco. A equipe reunida por Aécio foi recebida por uma manifestação e não conseguiu sair das redondezas do aeroporto."

24 de jun de 2015

O MP da Lava Jato, sem vergonha do propósito de atingir Lula e de chantagear com delações


Fernando Brito, Tijolaço 

"A delação premiada, no Brasil, passou a assemelhar-se à corrupção, que é “paga”, em lugar de dinheiro, com as acusações incriminatórias desejadas, pelas quais  se recebe não apenas a imunidade (ou a “quase”) penal futura mas também o “direito” de sair da cadeia prévia.

Mas, se não “pagar” – com acusações às “pessoas certas” – vai ser perseguido, desmoralizado, processado e, enquanto isso, ficar tomando um chá de cadeia.
Ontem, o chefe da tropa de procuradores da Lava-Jato, passou a nem mesmo esconder seu alvo:

“Neste momento, o ex-presidente não faz parte da investigação”, disse Carlos Fernando Santos Lima, o ‘cabeça-branca’ da turma do jovem e ansioso grupo de procuradores (literalmente, aliás) que trabalham com Sérgio Moro não se acanha de dizer:”O que nós temos até agora (sobre Lula) são só notícias da imprensa”.

Veja!

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