Quem é quem nos protestos


Eliakim Araujo, Direto da Redação

Em nossa última coluna, alertávamos para o risco do movimento dos jovens brasileiros estar sendo usurpado pelos que perderam ontem nas urnas e agora querem ganhar no grito, aproveitando-se de um movimento espontâneo nascido nas ruas de São Paulo, por causa de um reajuste nas tarifas de ônibus,  que acabou ganhando as ruas das principais cidades brasileiras.

Na minha coluna, citei o caso dos manifestantes de Miami, cerca de 400, segundo seus organizadores,  que, sob o pretexto de apoiar o movimento no Brasil pela melhoria dos serviços públicos em seus diversos segmentos, querem na verdade aproveitar a carona para pregar a derrubada do governo Dilma, legitimamente eleito pela maioria do povo brasileiro.  Confirmei com números do TSE que os brasileiros de Miami votaram com Serra, 59 por cento, e Dilma, 15 por cento. Portanto não é preciso ser genial para deduzir que ali, naqueles 400,  estavam muitos dos derrotados de 2010.

Alguns leitores entenderam que eu estava me colocando contra o direito de manifestação,  coisa que não existe em meu texto.  Ao contrário, sou plenamente favorável às manifestações populares em suas diversas formas, principalmente nas ruas, um legítimo exercício de cidadania. Nem poderia ser contra, pois eu mesmo participei de inúmeros protestos de rua, quando aluno da Faculdade Nacional de Direito, num tempo em que as forças da repressão não eram contemplativas como agora. 

Mas o fato é que recebi comentários de alguns (poucos) leitores, aparentemente líderes das manifestações de Miami, que deixei de publicar por estarem eivados de ódio e ofensas pessoais, revelando bem a intransigência dessas pessoas que preferem agredir do que responder com argumentos a quem não se alinha com suas ideias.”
Artigo Completo, ::AQUI::
Enviar: Google Plus

About Antonio Ferreira Nogueira Jr.

Contato- nogueirajr@folha.com.br
Revista- WMB

    Blogger Comment
    Facebook Comment

0 comentários: