Uma outra polícia é possível?


PMs atacam manifestantes no Terminal Parque
Dom Pedro, no centro de São Paulo
Foto: Mídia Ninja

“Discussão sobre a desmilitarização volta a ganhar força depois de violências explícitas nas manifestações do último mês. Especialistas apontam que mais que tirar fardas é preciso mudar estruturas

Gisele Brito, RBA

Há anos grupos que lutam contra a violência policial exigem mudanças em meio a crimes com comprovada e presumida participação de funcionários públicos que deveriam garantir a segurança, e não humilhar, agredir e matar. Em meio às manifestações que tomaram o país no último mês, o uso desproporcional da força de policiais de vários estados reaqueceu o debate. Diversos movimentos sociais centrados em outras pautas passaram a colocar como uma das prioridades para o país a desmilitarização das polícias estaduais.

As imagens de policiais atirando gás e balas de borracha contra pessoas paradas, jornalistas trabalhando e manifestantes desarmados foi um dos motores que impulsionaram a multiplicação de ativistas em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Mas o problema é antigo e tem causado danos irreparáveis. Em maio do ano passado, a Dinamarca chegou a recomendar que o Brasil extinguisse a Polícia Militar no Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) que exigiu mais esforços do país para acabar com grupos de extermínio formados por policiais.

A questão vai muito além de uma mudança de nome, de roupa e da forma de chamar o policial. A rígida estrutura a que são submetidos os PMs tem consequências negativas para eles mesmos e para o resto da sociedade, afirmam especialistas.”
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