Jornalista diz que cubanas têm cara de empregada doméstica



A jornalista potiguar Micheline Borges publicou em seu Facebook que “médico, geralmente, tem postura, tem cara de médico, se impõe a partir da aparência”, o que ela não teria percebido nos profissionais cubanos; "coitada da nossa população. Será que eles entendem de dengue? E febre amarela? Deus proteja o nosso Povo”, afirmou, destilando preconceito e ignorância; diante da repercussão negativa, a jornalista excluiu sua conta na rede social


Não é apenas a classe médica que tem se insurgido contra o programa “Mais Médicos” e a vinda de profissionais cubanos para o Brasil, com ações preconceituosas. Na tarde desta terça-feira, a jornalista potiguar Micheline Borges engrossou o coro de impropérios contra os cubanos que já estão no país, em uma postagem no Facebook, gerando uma onda de revolta nas redes sociais. “Me perdoem se for preconceito, mas essas médicas cubanas tem uma cara de empregada doméstica. Será que são médicas mesmo? Que terrível”, disse. Teria ela se inspirado em certos colunistas da velha mídia que compararam os médicos cubanos a escravos?

Para a jornalista, “médico, geralmente, tem postura, tem cara de médico, se impõe a partir da aparência”, o que ela não teria percebido nos profissionais cubanos. “Coitada da nossa população. Será que eles entendem de dengue? E febre amarela? Deus proteja o nosso Povo”, completou.

Diante da repercussão negativa, a jornalista deletou sua conta no Facebook, mas imagens com  infeliz comentário continuam repercutindo muito nas redes sociais. Micheline tem sido acusada de racismo. Pelo Twitter, o ex-deputado federal Luiz Eduardo Greenhalgh (PT) engrossou o coro contra a jornalista. Para ele, ato foi exemplo de “canalhice e racismo”.
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