MP-SP pede reforço de Munique em propinotudo


Promotores querem acesso às informações sobre a Siemens que possam ajudar nas investigações sobre o esquema de cartel em contratos do Metrô e da CPTM em São Paulo desde a gestão de Mario Covas (PSDB), de 1998; socorro internacional pode destravar investigações já que o governo de Geraldo Alckmin foi criticado pela falta de transparência na apuração do caso; o pedido poderia envolver o congelamento de ativos, se houver como rastrear o dinheiro que a multinacional alemã ganhou no Brasil por meio de suposto de corrupção


O Ministério Público de São Paulo prepara um pedido à promotoria de Munique para ter acesso às informações sobre a Siemens que possam ajudar nas investigações sobre o caso do propinoduto. 

A empresa multinacional delatou ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) a existência de um esquema de cartel em contratos metroferroviários em São Paulo desde a gestão de Mario Covas (PSDB), de 1998. O pedido de ajuda foi divulgado pela agência alemã Deutsche Welle nesta quinta-feira.

Segundo informações do Estadão, o pedido poderia envolver o congelamento de ativos, se houver como rastrear o dinheiro que a Siemens ganhou no Brasil por meio do esquema de corrupção.

Promotores de SP acreditam que funcionários públicos desde a gestão de Covas receberam propina das empresas para facilitar a atuação do cartel.

Um dos executivos que participou da delação ao Cade é o autor de uma carta enviada à sede da empresa na Alemanha anonimamente em 2008 com denúncias de corrupção. Na carta, diz que funcionários do governo estadual recebiam comissão de 7,5% do valor dos contratos para ajudar o cartel.

Ele afirma ainda no documento que, "apesar de todos os escândalos e consequências para a companhia, a Siemens Brasil continua pagando propinas no Brasil para conseguir contratos lucrativos".

O socorro internacional pode destravar investigações já que o governo de Geraldo Alckmin foi criticado pela falta de transparência na apuração do caso. Para tentar distanciar seu governo do esquema, o tucano anunciou que o Estado processaria a empresa alemã, para que os cofres públicos fossem ressarcidos. Os contratos no sistema metroferroviário foram superfaturados em até 30%.

No entanto, integrantes da comissão Movimento Transparência dizem que orgão foi criado pelo governador apenas para dar publicidade (Leia aqui).
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Revista- WMB

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