Mensalão do PSDB: audiências de instrução podem terminar até novembro


Azeredo nega que tivesse ciência dos fatos,
mas um recibo assinado por ele é tido como
prova / Gustavo Lima/Câmara

Ocorrido em 1998, esquema de desvio que operou na campanha de Eduardo Azeredo tem tramitação lenta no Judiciário estadual. No STF, Barbosa, encantado com o caso federal, deixou de lado esquema tucano

Lúcia Azevedo, RBA

A fase de audiência de testemunhas de um dos processos do mensalão do PSDB, em tramitação na 9ª Vara Criminal da Comarca de Belo Horizonte, pode ser encerrada ainda este ano. O esquema de arrecadação ilegal de recursos para a campanha à reeleição, em 1998, do então governador mineiro, Eduardo Azeredo, e seu vice, Clésio Andrade, do PMDB, tem um emaranhado de ações judiciais. O hoje deputado Azeredo e o atual senador Clésio Andrade respondem a processo no Supremo Tribunal Federal (STF). Embora tenha tido como relator inicial Joaquim Barbosa, o mesmo da Ação Penal 470, o mensalão do governo federal parece ter despertado mais vontade no ministro, que acabou deixando de lado o julgamento do caso mineiro, sete anos mais antigo e tido por ele mesmo como a gênese das irregularidades que depois seriam levadas a Brasília.

Hoje (14), a juíza Neide da Silva Martins ouviu testemunhas de defesa de três réus, implicados na liberação de recursos da Companhia de Água e Saneamento de Minas (Copasa), e Companhia Mineradora de Minas (Comig), em 1998, para patrocínio de eventos esportivos. De acordo com a denúncia do Ministério Público, essa era uma das vertentes do desvio de recursos para a campanha eleitoral, que também utilizava empréstimos fictícios e recursos ilegais de empresas privadas. Segundo a juíza, cerca de 50 testemunhas de acusação e de defesa já foram ouvidas. Ela espera encerrar a fase de oitivas até novembro e marcou a próxima audiência para dia 21 de novembro.

A próxima fase será de interrogatório dos réus, o que deverá ocorrer no ano que vem. O caso mineiro envolve personagens conhecidos como o empresário Marcos Valério e ex-diretores do Banco Rural. O esquema mineiro foi denunciado em 2007, pelo Ministério Público Federal, com base em investigação da Polícia Federal e desdobrado em diversos processos que tramitam nos judiciários de Minas e Brasília.”
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