O tamanho da mentira: no Google, “caos aéreo na Copa” tem o dobro de citações do saci-pererê


Fernando Brito, Tijolaço 

"A matéria de hoje em O Globo é apenas um exemplo do mal que fizeram ao  este país.

Quanta gente deixou de vir ao Brasil por conta do terrorismo que se fez sobre a capacidade de o país oferecer condições ao deslocamento aéreo dos turistas, durante a Copa.

O Wall Street Journal, há apenas dois meses, repercutia a preocupações dos empresários e até do Pelé com a incapacidade dos aeroportos brasileiros.

Que foi parar, em vídeo, no Huffington Post falando de “caos aéreo”.

German Efromovich, dono da Avianca – e sempre o homem da afundada plataforma P-36 do Governo FHC – falava que os aviões podiam ficar voando três horas sem ter onde pousar.

Bem, se não houvesse um gringo no Brasil, até poderíamos falar que o caos não aconteceu porque não veio ninguém.

Mas as cidades-sede, nas áreas turísticas, estão parecendo uma babel mundial.

E, com tudo isso, os atrasos de vôos são apenas um terço da média mundial e 50% abaixo do que acontece na Europa.

Até uma semana atrás, nos nossos jornais, tudo era poeira, tapumes, atrasos.
Um busca por “caos aéreo na Copa”, no Google, dá 800 mil citações.

Mais que o dobro de “saci-pererê” e de “mula sem cabeça”.

Esse é o padrão que tomou conta do jornalismo de nosso país.

Você pode escolher em que acredita, ainda bem."
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