Desculpe a nossa falha: Ibope “corrige” pesquisa e dá mais cinco pontos ao Jornal Nacional


Fernando Brito, Tijolaço 

'Claro que não foi por causa da repercussão que teve ontem a “despencada” de audiência da Globo e do Jornal Nacional.

Claro que não foi nada, senão a rebeldia dos aparelhos que, automaticamente, registram hora e canal em que os aparelhos de televisão estão ligados.

Claro que o Ibope é uma instituição acima de qualquer suspeita, porque sua ligação umbilical com a Globo não afeta a sua “independência estatística”.

Foi apenas “uma instabilidade em nossos servidores” – imagine o Willian Bonner  narrando isso, naquele seu tom de autoridade – o que causou a queda da audiência da Globo.

Porque foi isso o que o Ibope disse ontem para explicar a “revisão” dos índices de audiência dando mais cinco pontos ao telejornal da emissora e até um pouco mais para a novela “carro-chefe” da Globo, Babilônia.

Os colunistas de TV dão a notícia “com um pé atrás”, dizendo que jamais houve uma “margem de erro” deste tamanho e ressaltando que, em 15 dias, começa a funcionar a pesquisa da empresa alemã GfK, que tem contrato com todas as emissoras, exceto a Globo, que fica exclusivamente com o Ibope e seus índices “eleva a jato” de audiência.

O curioso é que a “instabilidade dos nossos servidores” parece continuar, porque a medição “real-time” de ontem registrou um máximo de 23,3 e um mínimo de 20,5 pontos na faixa entre 20:30 e 21:30, segundo o site TV Foco, que publica os dados automáticos do Ibope. Enquanto isso, a novela bíblica da Record, Os Dez Mandamentos, chegava a um pico de 13,8 pontos e mais 10,1 para as “Chiquititas” do SBT.

Deve ser o computador, de novo, não é? A única coisa que é adequada em toda esta história é o nome da novela: Babilônia.

A esta altura, ninguém se entende na Globo."
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