Dilma: “o Brasil não é potência regional que trata com seus vizinhos com porrete na mão”


Fernando Brito, Tijolaço 

"Ironizando a política do “Big Stick” (“grande porrete”) praticada durante o processo de afirmação da liderança dos EUA sobre a América no início do século – e durante uns bons três quartos dele – passado, a Presidenta Dilma Rousseff disse, em entrevista exclusiva à agência alemã Deutsche Welle que o Brasil  não vai tratar seus vizinhos  “com um porrete na mão”

 – Nós não seremos jamais um poder regional com o porrete na mão. Para ser poder regional não precisa ser um interventor, você tem que ser capaz de entender as sociedades e lutar pelas transformações de uma forma que não seja a intervenção. O mundo ficou muito acostumado com intervenções militares. Eu não creio que isso tenha levado à estabilidade das regiões. O Brasil tem que ser uma ponte para o diálogo, para o entendimento, contra todos os processos de intolerância. Obviamente, em relação a rupturas democráticas, nós teremos sempre uma posição muito firme de rejeição. Nós não aceitaremos rupturas democráticas, golpes na oposição ou golpes depondo governos. 

Dilma reafirmou que i Brasil  já ” tem posição a favor do acordo comercial negociado com a União Europeia mas que vai fazer posição comum com o Mercosul e recusou as cobranças de uma ação dura contra a Venezuela, como desejam os Estados Unidos e a Europa.

Ela voltou a reclamar da recusa dos EUA – com apoio da União Europeia – de promover as reformas de governança do Fundo Monetário Internacional, que concentram poder nas mãos das velhas potências, e as mudanças que o Brasil reivindica no Conselho de Segurança da ONU, “nós consideramos essencial a mudança no Conselho de Segurança da ONU. Nós fazemos parte do grupo, junto com a Alemanha, que sistematicamente luta por isso. Inclusive nós levamos isso a todos os nossos parceiros comerciais, na área internacional, na área de cooperação, “porque consideramos que a atual composição não reflete a realidade do mundo”.

– E, além de ela não refletir a atualidade, não tem resolvido os problemas que se apresentam.

Assista aqui a entrevista, de 11 minutos.
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