Órfãos de Cunha e do tucanos, o apelo a Temer: “adote um coxinha”

Fernando Brito, Tijolaço 

O pessoal do acampamento coxinha desembarcou em peso no congresso do PMDB, em Brasília.

Animados, levando cartazes “Vista a Faixa, Temer” para transformar um encontro sobre o qual, até pouco tempo, se dizia que marcaria o desembarque do partido do governo, tentaram dar o clima que já não é o da maioria peemedebista.

Tão melancólico que nem a Veja conseguiu defender.

Tirando Jarbas Vasconcellos e a seção gaúcha do partido – que nem a Lula apoiava – os adeptos do “Fora Dilma” são figuras esparsas e muitas paralisadas pelo fim da esperança de que Eduardo Cunha comandasse seu assalto ao poder.
Como observou bem hoje Bernardo Melo Franco, em sua coluna na Folha, “o balão do PMDB murchou“.

“O congresso do PMDB foi esvaziado porque o balão do impeachment, inflado por Cunha, murchou junto com o deputado”.

Virou encontro da Fundação Ulysses Guimarães.

Temer seguiu com sua habitual ambiguidade, deixando para a inconfundível figura de seu ajudante-de-ordens, Wellington Moreira Franco, a tarefa de desancar o governo e sinalizar o golpismo, ao dizer que “a maioria dos brasileiros decidiu retomar seus destinos”, como se não tivesse ocorrido um processo eleitoral.

E, depois, é certo que os destinos do povo brasileiro não vão ser retomados pelas suas bem cuidadas mãos.

Muito menos tomados por elas."
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