Propinas de Temer e Serra não duram mais que 24 horas nas manchetes


Por Fernando Brito, Tijolaço -

De sexta para sábado, a Veja publicou – lá com os eufemismos dela, mas publicou – que a delação premiada de Marcelo Odebrecht informava que Michel Temer tinha pedido R$ 10 milhões à empreiteira e que o dinheiro foi entregue em espécie: R$ 6 milhões Paulo Skak, candidato ao Governo paulista e R$ 4 milhões a Eliseu Padilha, homem de confiança do hoje presidente em exercício;
De sábado para domingo, a Folha publicou que a mesma delação trazia a informação que o senador e agora chanceler brasileiro apanhou, por fora, valores que hoje representam cerca de R$ 32 milhões, além do que foi doado oficialmente?

Convenhamos, não são notícias irrelevantes.

Fossem acusações a Lula ou Dilma  seguiriam nas manchetes e estariam ocupando páginas e páginas.

Mas, para confirmar a seletividade da nossa mídia, os três principais jornais do país, 24 horas depois, já “esqueceram” do assunto em suas primeiras páginas. Mesmo nas páginas internas, quase nada.

Os jornais e a mídia brasileira em geral caíram ao nível da cumplicidade com o crime, enquanto se arrogam paladinos da moral e da honradez.

A sabujice em relação aos novos donos do poder vai aprofundar a crise em que estão metidos.

Afinal, para que comprar um jornal ou assiná-lo digitalmente se ele não traz notícias?
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