MP pede para enterrar delação de Léo Pinheiro, que cita Aécio


Força-tarefa da Lava Jato afirma que a delação premiada do empreiteiro da OAS foi "uma tática de contenção de danos" e que o empresário "não inovou", o que pode anular o depoimento; Pinheiro, que é acusado de ter pago propina para evitar que os membros do cartel de empreiteiros fossem convocados para depor na CPI da Petrobras, citou o senador e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves

Do Brasil 247 -

  A delação premiada de Léo Pinheiro, da construtora OAS, foi considerada "uma tática de contenção de danos" pelos procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato. Eles afirmam que o empresário "não inovou" em seu depoimento. Pinheiro é réu sob a acusação de ter pago propina ao ex-senador Gim Argello (PTB-DF) para que executivos de um cartel de empreiteiros não fossem convocados para depor na CPI da Petrobras.

Pinheiro, que citou o senador Aécio Neves (PSDB-MG) em um de seus depoimentos, em um esquema para blindar empresários na CPI da Petrobras, tentou um acordo com a Justiça esse ano para obter uma redução na pena. Em agosto, porém, as tratativas para um acordo de delação premiada foram suspensas após um vazamento de informações à revista Veja.

Inicialmente quando foi preso pela Polícia Federal, Pinheiro se manteve em silêncio. Após solicitar a realização de um novo interrogatório, ele prestou um novo depoimento em 13 de setembro deste ano. Na ocasião, Pinheiro confessou ter cometido crimes e disse que iria "falar a verdade", independente de quem envolvesse. Ele afirmou que o ex-ministro das Relações Institucionais Ricardo Berzoini teria participado de um encontro na casa do senador Gim Argello para discutir o que deveria ser feito para blindar o governo e as empreiteiras envolvidas no esquema.

Segundo os procuradores da Lava Jato, o depoimento "não inovou na instrução, tampouco auxiliou na expansão das investigações, pressuposto básico para se falar em colaboração, na forma da Lei nº 12.850/2013", trazendo "à baila, parcialmente, fatos já descortinados por provas materiais e depoimentos de colaboradores e testemunhas". "Houve, portanto, por parte de Léo Pinheiro, uma inegável tática de contenção de danos", justificaram os procuradores.
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