Nova chefe da AGU diz que demora contra alvos da Lava Jato foi por questão física


Segundo Grace Maria Fernandes Mendonça, a demora do órgão em analisar inquéritos compartilhados pelo STF contra investigados na Lava Jato que integram o governo de Michel Temer se deve a uma questão física, porque as informações precisariam ser transferidas; ela foi acusada por Fábio Medina Osório, demitido ontem do órgão, de compactuar com Eliseu Padilha para evitar que esses documentos fossem acessados; ela assegura com "absoluta certeza" que haverá ações contra os investigados e nega que houve "incômodo" do Planalto com o compartilhamento; "Tanto que o nosso trabalho vai ser tocado o mais rápido possível"

Brasil 247 -

A nova advogada-geral da União, Grace Maria Fernandes Mendonça, que assumiu o cargo no lugar de Fábio Medina Osório, demitido nesta sexta-feira 9 por Michel Temer, assegura que haverá ações do órgão contra investigados na Lava Jato que integram o governo.

Em entrevista à Veja, Osório atribuiu sua saída ao que chamou de tentativa do governo de "abafar a Lava Jato". O ex-chefe da AGU estaria incomodando o Planalto ao tentar acessar inquéritos compartilhados pelo Supremo Tribunal Federal que envolviam alvos da Lava Jato no governo.

Segundo Osório, Grace compactuou com o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, para tentar impedir que esses documentos fossem acessados. Em entrevista ao Estado de S. Paulo, ela nega essa acusação e diz que a demora do órgão em analisar essas informações se deve a uma questão física.

"O ministro Teori (Zavascki) despachou, autorizando o acesso, mas nós recebemos a informação do próprio Supremo de que esse processo é físico e que essas informações demandariam algum tipo de transferência ou por sistema ou por algum tipo de mídia. O que estava se acertando, até esta semana, era a melhor forma de que esses dados fossem migrados sem nenhum prejuízo em relação à questão do sigilo. As informações serão buscadas. Não vai ter nenhum tipo de restrição. Tão logo sejam analisadas pelo Departamento de Probidade Administrativa, as ações serão promovidas pela AGU", alegou.

"Se o próprio advogado-geral quisesse ter acesso (aos inquéritos), ele teria competência para isso, como chefe da instituição", disse ainda a nova ministra.

Ela assegura com "absoluta certeza" que haverá ações do órgão contra investigados e nega que houve "incômodo" do Planalto com o compartilhamento dessas informações pelo Supremo. "Nunca foi objeto de incômodo. Essa informação, posso te assegurar, não é verídica. Tanto que o nosso trabalho vai ser tocado o mais rápido possível".

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