Xico Sá: “O antipetismo está matando o Brasil”


"A gente tá sempre vendo um dia depois o tamanho do desastre, agora essa PEC da morte, que triste, que pena. O antipetismo tá matando o Brasil. Em qualquer lugar do mundo a PEC da morte daria coisa parecida com o nome dela. Que covardia a imprensa não mostrar o tamanho desse desastre", comenta o jornalista Xico Sá, sobre a PEC que congela os gastos públicos por 20 anos e que deve tirar da Saúde até R$ 743 bilhões nesse período; nesta terça, o deputado federal Nelson Marquezelli (PTB-SP) deu a seguinte explicação para seu voto favorável à PEC 241: "quem não tem dinheiro não estuda"

Brasil 247 -

O jornalista Xico Sá disparou no Twitter contra a aprovação da PEC 241, que congela os gastos públicos por 20 anos. "Em qualquer lugar do mundo a PEC da morte daria coisa parecida com o nome dela", disse. Para ele, é uma "covardia a imprensa não mostrar o tamanho desse desastre".

"A gente tá sempre vendo um dia depois o tamanho do desastre, agora essa PEC da morte, que triste, que pena. O antipetismo tá matando o Brasil", escreveu ainda o jornalista, que divulgou a lista dos deputados que votaram a favor da PEC na noite de segunda-feira 10 na Câmara e comentou: "Pra história nunca esquecer".

Com o congelamento dos gastos públicos, a Saúde deve perder R$ 743 bilhões em 20 anos, conforme estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em setembro. "A PEC 241 impactará negativamente o financiamento e a garantia do direito à saúde no Brasil", diz trecho da nota técnica.

Outro estudo, da Fundação Getulio Vargas (FGV), apontou que se a PEC estivesse valendo desde 1998, o valor do salário mínimo seria hoje de R$ 400. "Se o salário mínimo tivesse ficado congelado, muito provavelmente traria implicações, porque houve melhoria da distribuição de renda. Teve um custo fiscal, mas teve o benefício da distribuição", comentou o economista Bráulio Borges.

Nesta terça-feira 10, o deputado federal Nelson Marquezelli (PTB-SP) resumiu bem o que querem os defensores da PEC e integrantes do governo de Michel Temer. Ele deu a seguinte explicação para seu voto favorável à PEC 241: "quem não tem dinheiro não estuda". "Nós vamos deixar (o investimento) no ensino fundamental. E quem pode pagar (universidade), tem que pagar. Meus filhos vão pagar", afirmou.
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