“El Trumpito” mostra que protecionismo é bom para eles, não para nós


Por Fernando Brito, Tijolaço

Ele era o herói dos “coxinhas”.

Ele foi o único a “segurar o rojão” de receber Michel Temer em pleno processo de impeachment, para dar a impressão de que o “estadista” brasileiro era levado a sério lá fora.

Ele era o sonho dos liberais para combater “aquela bruxa” populista e corrupta que governava a Argentina.

Ele, afinal, era o pioneiro da fuga da América Latina do “eixo do mal” bolivariano que se formara e abriria todos os caminhos para o Brasil exorcizado dos “petralhas”.

Leiam a matéria da Folha reproduzida aí na imagem, senhores.
“El Trumpito” vai elevando todas as barreiras alfandegárias da  Argentina, como el jefe fará amanhã no Império.

E os patos patetas da Fiesp batendo palmas.

Claro, não é com indústria que eles ganham dinheiro.

Tanto que, tal como o governo Temer, se esforçam para não comemorar o fato de terem sido barradas na Organização Mundial do Comércio, as poucas vantagens competitivas dadas à industria instalada no Brasil – nem de nacional se pode chamá-la, mais – para empregar e produzir aqui.

Grasnam por toda parte – inclusive e sobretudo na indústria do petróleo – que é mais barato comprar lá fora.

Negócios com a China, com os países do Oriente Médio, com a África são “ideologia”.

Nossa classe dirigente empresarial não é apenas escravocrata, excludente, medíocre e gananciosa.

É burra, porque não vê que a seguir assim nada sobrará do Brasil que se industrializou a partir dos anos 30/40.

Mas talvez seja do que gostem mesmo.

Não de serem capitães de indústria, mas capitães do mato.
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