Temer fala em austeridade, mas gastos disparam


Os gastos do governo de Michel Temer vão disparar no fim do ano, apesar do discurso de austeridade e da profunda crise econômica que não dá sinais de que vá acabar; depois de passar o ano inteiro segurando a despesa discricionária, aquela que tem livre destinação pelo Executivo, nos dois últimos meses de 2016 o gasto nessa rubrica passará de uma queda real de quase 7% de janeiro a outubro para expansão de mais de 4% acima da inflação, empresas de construção civil são as maiores beneficiadas

Brasil 247 -

Os gastos do governo de Michel Temer vão disparar no fim do ano, apesar do discurso de austeridade e da profunda crise econômica que não dá sinais de que vá acabar. Depois de passar o ano inteiro segurando a despesa discricionária, aquela que tem livre destinação pelo Executivo, nos dois últimos meses de 2016 o gasto nessa rubrica passará de uma queda real de quase 7% de janeiro a outubro para expansão de mais de 4% acima da inflação, segundo dados do Tesouro.

As informações são do Valor.

"Uma das razões é a estratégia de redução de restos a pagar de outros anos, aproveitando-se da receita extraordinária gerada pelo programa de repatriação.
O gasto discricionário deve encerrar o ano em R$ 281,8 bilhões, ante R$ 253,3 bilhões em 2015 - a média mensal passará de R$ 21 bilhões para R$ 35 bilhões.

Fontes da equipe econômica observam que, dado que a maior parte do dinheiro irá para colocar em dia o pagamento de obras já realizadas, o grande impacto econômico das iniciativas ficou no passado. Boa parte dos pagamentos será nos investimentos. Só de restos a pagar do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) as estimativas são de R$ 10 bilhões. Empresas de construção civil são as maiores beneficiadas.
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