Trump aponta seus inimigos, não os adula: “estou em guerra com a mídia”. Assista


Por Fernando Brito, Tijolaço -

De um mal não morre Donald Trump, o de não apontar claramente quem conspira contra ele.

Hoje, 24 horas depois de tomar posso, em visita à Central  de Inteligência America (pus o nome por extenso da CIA para que lembremos exatamente o que la é) ele falou com todas as letras:

“Como vocês sabem, eu estou em guerra com a mídia. Eles (os jornais e jornalistas) estão entre os seres humanos mais desonestos na Terra”
Fica claro que não há a menor possibilidade  de Trump ir fazer omelete com algum apresentador de televisão, ou, no máximo, com algum que não seja da Fox, a emissora conservadora de seu país.

Fomos acostumados, por meses, a ver em Trump um imbecil, como se o topete alaranjado fizesse dele um homem incapaz de pensar, assim como o bigodinho mosca não fazia de Hitler um burróide.

Não quer dizer que ele vá vencer o duelo contra o paredão de mídia que se levanta contra ele – e não se levanta, creiam, por razões humanistas ou democráticas, o que poderia ser louvável  – mas ele sabe que tem de deixar isso claro todo o tempo.

Ao mesmo tempo, deixou claro ao Serviço de Inteligência que sua briga pública com a CIA era com as estrutura que o Partido Democrata havia construído por lá.

Está claro que este será um grande período de tensões nos EUA, numa disputa praticamente inédita entre a elite midiática e o poder presidencial.

E não chegamos ainda à economia, que é lugar da verdadeira guerra.

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