O “se essa rua, se essa rua fosse minha”… do “garoto” Dória


por Fernando Brito, Tijolaço -
 
Os meninos ricos e mimados são assim. Mesmo quando lhe dizem para para não fazer uma coisa, teimam, embirram e continuam tentando fazer, às escondidas.

Até que são pegos em plena traquinagem.

Foi assim o caso da rua que João Dória Jr, há 20 anos, tenta agregar à sua mansão em Campos do Jordão, pomposamente chamada de Villa Doria, com seus modestos 16 mil metros quadrados, ou dois campos de futebol dos maiores.
Ruazinha bucólica, à beira de um bosque que, assim, ficaria, digamos, integrado como “reserva ambiental” da mansão.

Primeiro, tomou a área “na mão grande”, como diz a gíria.

Dez anos depois, a rápida Justiça mandou devolvê-la.

Então, “trocou” por um gerador a “propriedade” da viela.

Anos e anos, de novo a barganha foi considerada ilegal.
Ilegal, e daí?

Continuou fechada, privê do Joãozinho, por sete anos.

Abriu-a à força do “pega mal”, depois que isso foi mostrado em 2016, na mesma Folha que o apanha hoje com a boca na botija.

Agora, fechou de novo, encampada nos melhores moldes tucanos, através da  “privatização” de espaços públicos feita pela prefeitura de Campos do Jordão, gerida por seu amigo Fred Guidoni, também do PSDB.

Compre, paguei (“em vezes”), é meu.

Tudo normal, como normal é comprar um jatinho com R$ 44 milhões subsidiados do BNDES, como este blog mostrou e a imprensa “nem tchun”.

Aos ricos, embora toscos e arrogantes como ele, tudo é permitido ou, quando não, tratado como um destes delizes a que qualquer um está sujeito.

Ainda se fosse um “pedalinho”, não é?

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